Rui Carmo usaisto.com
Program Manager na Vodafone e autor do The Tao of Mac
Quem és e o que fazes?
Sou gestor de programa num operador móvel internacional, pai a tempo inteiro e developer nas horas vagas (quando as há) para manter a minha sanidade mental. Fotógrafo de ocasião, leitor ávido, escritor assíduo.

Que hardware é que usas?
No escritório:
MacBook Pro (2007) + Monitor Dell 17"
Não sei a velocidade do CPU ou a quantidade de RAM. Nem quero saber, dado que faz tudo o que preciso de há alguns anos para cá e continua a ser melhor e mais prático do que um Dell E6400, o meu computador “oficial” que está na gaveta e que é um excelente exemplo de como o hardware corporativo “one size fits all” não chega aos calcanhares da Apple em termos de construção e performance.
Em casa:
Mac mini (2009), MacBook (late 2008, unibody):
Um para arquivo de fotos e servidor iTunes, o outro para as tratar e fazer um pouco de tudo. Acabo por usar mais o primeiro do que o segundo nos dias que correm.
iPod Touch 8GB:
O cavalo de batalha, onde escrevo posts, respondo a mail, administro o meu site e faço muito mais do que se poderia pensar à partida. Se há um gadget a que eu chame “computador pessoal”, é a este. É o primeiro que ligo de manhã e o último que desligo à noite.
Sony Reader PRS-505:
A minha biblioteca, com centenas de livros e “revistas” personalizadas geradas automaticamente a partir de feeds RSS com engenho e arte. Escolhi-o não por ser o último grito mas pela durabilidade e portabilidade (o plástico do Kindle não me atraía, e mesmo depois de o termos na Europa preferi algo com uma bateria que dura semanas a uma montra portátil para a Amazon).
Samsung NC10:
O laptop de férias, fim-de-semana ou viagem, com uma bateria que dura 8-12h e HSPA incorporado (tem menos uso dessa forma desde que passei a usar um MiFi em viagem, mas não deixa de ser um aspecto importante). Nunca o teria comprado (foi um prémio de um evento interno), mas torna-se útil por ter um disco de 160GB onde posso arquivar fotos em viagem.
Outros
- Um Linksys NSLU2, antigo servidor de ficheiros, hoje pouco mais do que um bastião de SSH lobotomizado para correr em 512MB de flash e a minha única concessão ao Linux.
- Um par de Airport Extremes para cobertura Wi-Fi com 802.11n e partilha da velha e caquética impressora que ainda cá anda.
- Um piano Yamaha para me lembrar que já soube tocar e para manter acesa a esperança de um dia voltar a fazê-lo.
Em todo o lado:
iPhone 3GS 16GB
O telefone que me fez deixar de usar outros, por ser suficientemente bom como telefone e excelente como computador pessoal. Desligo-o sempre que estou em casa para isolar o meu ambiente familiar do profissional, mas é uma ferramenta de trabalho suficientemente boa para não achar necessário ter outro tão cedo.
Dell Mini 9
O único netbook que sobreviveu à minha fase exploratória do form factor. Muito leve, totalmente silencioso, ideal para tomar notas em reuniões (apesar de um teclado francamente bera), fazer apresentações e ter acesso remoto via Citrix – tem o mínimo indispensável de software instalado no SSD de origem (8GB), pois é o network computer por excelência: pouco mais do que um teclado e display com rede HSPA. Serve de saco de pancada para testar outras coisas num SSD extra.
Fotografia:
- Panasonic Lumix FX-33 para passeios e fotos de ocasião
- Canon EOS 350D para coisas mais sérias.
Gosto do wide angle em tamanho de bolso da primeira e da flexibilidade da segunda com uma lente destas. Não tenho tempo nem paciência para nada mais sofisticado de momento.
E que software?
Desktops e Laptops
- Mac OS X em quase tudo, Windows XP nos netbooks (nenhum Linux actual me convence em termos de eficiência e usabilidade, e não me parece que a situação mude tão depressa)
- Citrix (todo o meu ambiente corporativo à distância de um clique, em qualquer computador – inclusivé o iPhone)
- Office 2008 (no escritório), iWork’09 (em casa)
- VMware Fusion – a melhor maneira de correr outro sistema operativo num Mac sem chatices e com acesso a todo o hardware.
- Dropbox – para manter os meus scripts e o meu site actualizados em qualquer lugar, tenha ou não rede.
- Evernote – todas as minhas notas, em qualquer lugar.
- Calibre – para gerir e-books e compilar as minhas “revistas” personalizadas.
- Pixelmator – porque o Photoshop não se justifica quando há software desta qualidade a este preço.
- Textmate – o único editor que é preciso para desenvolver seja o que for em Mac.
O resto (como o vim) ou vem como parte do ambiente ou do MacPorts, e uso o Cygwin para manter a sanidade mental em Windows.
iOS
- Reeder – a minha fonte diária de notícias de todos os tipos, que usa o Google Reader e uma quantidade apreciável de Yahoo Pipes que fiz por medida para me darem feeds RSS personalizadas acerca das coisas que me interessam.
- Evernote – para tomar notas e fazer drafts de todo o tipo. O cliente para iPhone é particularmente brilhante, e uso-o todos os dias. A quantidade de texto que escrevi ou tenho ao meu dispor desta forma é fabulosa, e é aplicação que não dispenso.
- Instapaper Pro – para ter sempre comigo material de leitura para o meu trajecto matinal, guardado com um clique em qualquer browser.
- Stanza – ao contrário do Sony Reader, sincroniza com o Calibre sobre Wi-Fi e acaba por ser mais prático para material mais efémero e curto que os livros.
- iSSH – SSH e VNC numa só aplicação, que uso para manter o meu site e controlar o meu Mac mini.
- iTunes Remote – toda a minha música sem chatices (tenho uma Airport Extreme ligada ao meu sistema de som, e envio para lá o audio)
Qual era o teu setup de sonho?
Um Mac qualquer com dois monitores de 24" (ou acima), um gravador de Blu-Ray (para ter uma estratégia de backup baseada em menos bases para copos por sessão) e um iPad. Less is more, mas há alguns aspectos de “more” que vale a pena ter, e um deles é claramente espaço, quer no desktop quer para arquivo.
Eventualmente uma Panasonic Lumix GF-1 se tivesse tempo para dedicar à fotografia a sério.
Não estou particularmente interessado em gastar mais num telefone do que num iPad, pelo que o iPhone 4 será sempre algo que só comprarei do meu bolso se o meu telefone actual avariar ou quando estiver a um preço racional.